25/10/2014

Gatão de Meia idade - procurando encrenca...



Às armas: calibre, digite e confirme, de Valéria del Cueto

"Coerção, chantagens, conchavos e domínio a qualquer preço. Foi para isso que uma nação se levantou, brigou  e sacudiu a poeira de uma ditadura militar?"
Leme 141019 019 Bandeira brasileira
Às armas: calibre, digite e confirme
Texto e foto de Valéria del Cueto
Dizer o que, diante dos últimos dias dessa campanha eleitoral? Que virou um Fla-Flu? Um Gre-nal? Ledo engano. Em futebol e nos esportes existem regras e quem não as cumpre é punido exemplarmente.
A realidade aqui é outra. Onde não importam os meios utilizados para ser o dono do campinho por mais 4 anos e perpetuar um projeto de PODER.
Sem qualquer diferença entre o certo e o errado, o justo e o inominável. Onde o que vale são resultados pessoais e não o que vai acontecer com um país inteiro. Nunca a baixaria e a ausência de valores morais foi tão evidente.
A parte boa é que não há mais dissimulações nem enganos.
É assalto mesmo!
Leia mais no LINK
http://delcueto.wordpress.com/2014/10/24/as-armas-calibre-digite-e-confirme/
*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “Fábulas fabulosas”, do SEM   FIM... delcueto.wordpress.com

Diagramação: Nei Ferraz Melo 
ILUSTRADO TER A A S BADO     NOVEMBRO  2009

Farsa, por Gabriel Novis Neves


O processo da escolha dos nossos governantes, passou a ser mais uma farsa rotulada de democracia. Afinal, democracia é um governo do povo, para o povo e pelo povo.
Realmente temos um executivo, um legislativo e um judiciário, conforme mandam as regras para o exercício de uma plena democracia.
Lamentavelmente, a corrupção institucionalizada, impede que esses poderes realmente nos representem. Isso tem sido visto no Brasil através dos inúmeros desmandos governamentais que se sucedem. E o que é pior, cada vez mais estarrecedores.
O desencanto da população mais aculturada é total diante de campanhas eleitorais bilionárias carregadas de agressões mútuas e totalmente despidas de plataformas reais para desenvolvimento do país.
Novos congressos vão se sucedendo, sempre com as mesmas figuras ou seus familiares, que, além de não nos representarem, caracterizam oligarquias com o que há de mais atrasado e retrógrado no país.
Os menos abastados, sempre com pouco ou nenhum acesso à cultura, são contemplados com migalhas sociais fazendo-os crer através de propagandas mentirosas, que o céu é o limite.
As diferenças e injustiças sociais são alarmantes, os salários defasados assustadoramente, as políticas de segurança pública ineficazes e o descontrole com o erário público algo nunca visto.
Em junho de 2013 o povo foi às ruas clamando por reformas estruturais básicas e o que vimos foi o imediato sufocar das manifestações através da introdução de baderneiros contratados para disseminar o medo e o caos urbano. Esse sistema velado de truculência, acabou rapidamente com todas as pretensões da sociedade que num momento de expressão cívica, tentou exercer a sua cidadania.
Porque outros países, muito menores e menos ricos que o nosso, conseguem se desenvolver a níveis satisfatórios, apesar das crises mundiais e do sistema perverso das sociedades de consumo?
Porque só nós, após décadas e décadas, não conseguimos resolver problemas básicos tais como o analfabetismo, o caos na saúde, a corrupção desenfreada, o descaso com a coisa pública, a falta de saneamento básico, a violência em todos os níveis, a urbanização das favelas, enfim, a falta de perspectiva de futuro?
Essa sociedade desnorteada, incrédula com seus políticos, com seu sistema de desgoverno é convocada obrigatoriamente ao voto tornando assim maior o seu drama de estar participando de mais uma farsa que consiga tirá-la de estar participando de um grande naufrágio coletivo, com uma grande nave à deriva.
Por favor, não somos débeis mentais, ao menos não minimizem a inteligência do povo brasileiro. Não é preciso ser brilhante para reconhecer que liberdade e igualdade, se tornaram termos retóricos.
O que vemos mesmo é descaso, abandono e uma correria para ver quem se dá melhor no caos.
Difícil entender que, mesmo ansiosos pelo voto, não conseguimos nos entusiasmar pelos candidatos. Todos se nos assemelham a um mesmo discurso falso, autodirigido, regados de aspirações pessoais de poder, sem nenhum vislumbre de mudanças palpáveis, até porque, num mundo globalizado, forças outrora ditas ocultas, não se interessam pelo nosso desenvolvimento. Muito ao contrário, o mundo do poder está carente de novas colônias e com certeza, esse nosso grande berço de riquezas, tem que cumprir sua missão.
É, realmente, em países como o nosso, o voto tem que ser obrigatório, ainda que constitua uma farsa.
Realmente, nesse momento  de incertezas, o único que vem à mente são os versos de um grande jovem compositor brasileiro - “Brasil, mostra a tua cara. Quero ver quem paga para a gente ficar assim".

24/10/2014

Gatão de Meia Idade - procurando encrenca...



Primavera, por Gabriel Novis Neves


Primavera 
Estamos no início da primavera. 
Com tristeza constato que o ar adocicado pelas flores e a beleza primaveril, com seus pássaros e céu azulado, estão sendo ofuscados pela baixaria política. 
Impossível não se contaminar com tanta sujeira moral que nos chegam pelos meios de comunicação. 
O custo de um mandato majoritário é alto, tanto financeiro, quanto moralmente. 
Eu me pergunto: será que vale a pena, por apenas quatro anos de mordomia e saciedade de vaidades, ter a vida totalmente desconstruída? 
Os que passaram por esses cargos venderam caro a honra enlameada. 
Temos de reconstruir esta nação começando por uma ampla e profunda reforma eleitoral. 
Esse sistema que está aí, não é nem democrático, tampouco republicano. 
O nosso Congresso Nacional está cheio de suplentes ocupando a vaga dos titulares, estes sim, legítimos representantes do povo. 
Congresso sem legitimidade popular não existe em países democráticos. 
O tal do “rodízio” entre parlamentares sem voto é um vulgar desrespeito à nossa população, deixando claro o caminho para se chegar lá. 
As estatísticas internacionais de credibilidade só servem para nos envergonhar. Precisamos acordar para o necessário e já tardio salto para o desenvolvimento. 
Países pobres como a Coreia do Sul e China já nos passaram econômica e socialmente. 
Países minúsculos, mesmo os do MERCOSUL, nos dão aulas de qualidade de vida, tendo como principal, e às vezes única fonte de riqueza, o conhecimento. 
O gigante adormecido continua no seu sono profundo de falsas fantasias. 
Se o povo se conscientizasse de que ele pode romper com a mesmice continuada, creio que até o final do século vinte e um estaríamos no grupo das nações civilizadas. 
Falta-nos coragem!