16/09/2014

Gatão de meia Idade - desânimo



15/09/2014

Politicalha imunda, por Gabriel Novis Neves


Realmente é difícil não desistir da pátria amada quando ao acordar tomamos conhecimento das manchetes das várias mídias. 

Quase impossível acreditar que um país tenha chegado a tal nível de deterioração moral por conta de sua classe dirigente. 

Isso se reflete na população, que se torna cada vez mais violenta e desencantada, como mostram os aumentos dos índices de criminalidade. 

Falcatruas em série são vomitadas despudoradamente nas nossas caras como se normais o fossem quaisquer tipos de comportamento com a coisa pública. 

A imundície chegou a tal nível que as eleições que se aproximam são encaradas com total desinteresse pela população, não despertando sequer algum tipo de conduta passional, já que a descrença é generalizada. 

É como se estivéssemos num labirinto em que não víssemos possibilidade de saída. 

A política vigente se assemelha a um grande pote de detritos no qual estamos mergulhados até o nariz. 

Afinal, o que aconteceu com o nosso país? 

A sede de enriquecimento rápido tomou conta da maior parte das classes dirigentes que não mais se contentam com alguns dos muitos privilégios que os próprios cargos oferecem. Não, é preciso que a espoliação do dinheiro público chegue a limites inimagináveis. 

Tal como num grande mutirão para o mal, todos vão sendo envolvidos por ação ou por omissão. 

Acordando como de um pesadelo após a leitura das notícias matutinas, o único que me ocorre é aquela célebre frase: “o último a sair, apague a luz”. 

Tudo muito triste e demandando muita força para que não desistamos do Brasil, não com simples palavras, mas com uma verdadeira varredura dos que não o respeitam nem amam. 


Bom dia, flor do dia 15 de setembro, por Valéria del Cueto #photography #flordodia


14/09/2014

Crônica da crioula ensandecida, de Valéria del Cueto

"Foi aí que, tomada pelo espírito de Stanislau Ponte Preta, a cronista endoidou de vez. Misturou floresta, alienígena, etc e deu nessa metáfora tropical"
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Texto e foto de Valéria del Cueto
Divididos  - até então – em várias séries temáticas das quais lançava mão conforme a inspiração e a ocasião, se passavam as semanas literárias.
Entre uma “Fábula Fabulosa” da floresta governada pela anta, seus abutres, hienas e outras feras animalescas que mandam e desmandam na vida do reino; um novo salto do explorador extraterrestre preso na atmosfera poluída, testemunha de embates entre a polícia para quem precisa, grupos populares e impopulares depredadores de monumentos públicos ou  o “teje” preso do governante acusado de afanar na mão grande os cofres públicos nos “Plucts, placts zum, tóin, póin”; e os delírios alegóricos utilizando imagens das forças da natureza tais como tempestades, raios e ondas.
A crônica continua AQUI


Água mole, por Gabriel Novis Neves


Existe um adágio popular que diz: “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. Muitos acreditam nesse provérbio, e me incluo entre eles. 
Todos os meses eu escrevo e publico artigos sobre a lamentável situação em que se encontra o nosso ensino nos seus três níveis: fundamental, médio e superior. 
Montamos a maior fábrica de analfabetos funcionais do mundo com a qualidade de ensino ofertado aos nossos alunos. 
A criança não aprende nada no ensino fundamental, é promovido ao ensino médio, embora muitos desistam de perder tempo nas tais escolas públicas. 
O ensino médio, ineficiente em vagas, agradece àqueles que ficam na estrada, que representa o gargalo de acesso ao ensino superior, onde boa parcela deles termina essa etapa sem conseguir fazer as quatro operações aritméticas. 
Um considerável número desses alunos é incapaz de interpretar um texto! 
O ensino superior, por ausência do governo, tem na iniciativa privada a supremacia de formar, e bem, profissionais de nível superior. 
Estas faculdades particulares oferecem centenas de cursos de “cuspe e giz” e as chamadas faculdades “nobres”, como a de medicina, mas, cobram mensalidades inacessíveis à maioria da população brasileira que empobreceu. 
As poucas universidades públicas que oferecem os tais “nobres” cursos por mérito, não permite o ingresso do aluno egresso do sistema público de ensino, por deficiência de aprendizado. 
Então o governo oferece as mais variadas vagas para bolsistas com a justificativa de corrigir erros históricos, e cria uma injustiça social impedindo os mais preparados academicamente a ingressarem em universidades públicas, onde o ensino é gratuito e geralmente de melhor qualidade. 
O poder público não tem vontade política para corrigir as falhas do nosso ensino básico, obrigando, com essa visão míope, que as universidades coloquem no mercado de trabalho os analfabetos funcionais com anel de graduação. 
O Ministério da Educação divulgou o último resultado da avaliação do ensino médio no Brasil. 
Para a nossa vergonha, o nosso Estado ocupa o penúltimo lugar na tabelade classificação! 
Enquanto isso estoura o escândalo na Petrobrás envolvendo dinheiro público para fins não éticos. 
Tomou outro rumo, segundo investigações, o dinheiro que deveria ser mais bem empregado para a melhoria do nosso ensino. 
A Revista Veja divulga a relação dos supostos autores dessa subtração orçamentária composta da elite política desta nação. 
Mais uma humilhação nacional descoberta em momento oportuno. 
Pelo voto de coligação e preço elevado será que há possibilidade de banir essa gente da vida pública? 
Coragem, brasileiros!

Gatão de Meia Idade- companheiros de bar