22/07/2014

Ganancia Mundial, por Gabriel Novis Neves


Eu, como frequentador transitório nesse planeta, assim como todos nós, sinto-me extremamente incomodado ao perceber o desastre a que são levadas as nações em decorrência da ganância mundial.
Estupefato, assisti um comunicado ao vivo feito pelo Ministro da Economia argentina na televisão local. Jovem e bem articulado, mostrou todas as mazelas que compõem o quadro econômico mundial, principalmente no que tange à América Latina.
Segundo ele, a dívida que foi apresentada à Argentina é totalmente impagável - em todos os sentidos da palavra.
A bela Buenos Aires, outrora poderosa, conhecida como uma das mais elegantes da América do Sul, hoje vive assustada pela intensa crise econômica que assola o país.
A Argentina, segundo decisão judicial - cujo prazo se extingue em 30/06/2014 - está sendo obrigada a quitar dívidas contraídas em 1993, e que agora se apresenta com um acréscimo de 1.600%.
Os tais “Fundos Abutres” que tiraram o sono dos argentinos é o assunto do momento.
Copa mundial de futebol é preocupação menor na cidade e não consegue alegrar sequer a população mais esclarecida.
Hotéis de luxo, e outros não tanto, apresentam uma ocupação de 30%, enquanto restaurantes, lojas comerciais e casas de show amargam a mesma falta de movimento.
O pessimismo tomou conta do semblante desse povo, outrora tão confiante e orgulhoso.
As belas ruas e avenidas de Buenos Aires já não exibem a grandeza e a pujança que as diferenciava das outras capitais da América do Sul.
Só nos resta torcer para que essa ganância mundial não venha acabar com o resto da América Latina, sempre vítima dos governos corruptos através dos séculos.
O ópio futebolístico já não é suficiente para aplacar a tristeza desses povos. 

21/07/2014

Gatão de Meia Idade - planos para o futuro



Luiz Carlos da Vila, doce lembrança de um grande compositor



- Segundona! Hoje é o dia certo para comemorarmos o aniversário de Luiz Carlos da Vila, um grande compositor brasileiro - convida Celito, pronto para acompanhar o evento com as umas e outras que sempre embalaram os incríveis encontros musicais do Cacique de Ramos - Vejam que aula é esse programa Ensaio, como sempre.

Secretaria florestal é "animal", @ludiocabral #eleições2014 #Mato Grosso


Lúdio promete criar a 25ª secretaria para cuidar de assuntos florestais, contabiliza Tarso Nunes, no RDNews

- Brincadeira! As florestas precisarem de uma secretaria só pra elas - reage Pedrão. - Ele deveria era fazer as secretarias da Indústria e Comércio, Meio Ambiente e Infra-estrutura funcionarem e atenderem as demandas do setor.
- Bota a da Educação na lista, que é do PT a trocentos anos, e não faz seu papel de educar para o  futuro e conscientizar as crianças do valor das nossas florestas - lembra dono Ditinha, ex-professora e responsável pelo quesito nos comentários do NoGargalo.



Arena ou Estádio?, por Gabriel Novis Neves


Houaiss define arena como anfiteatro, picadeiro, lugar de combate, e estádio como campo com instalações para jogos e provas esportivas. 
A poderosa FIFA, de maneira autoritária, passou uma borracha em cima dessas definições e através de uma resolução ditatorial transformou os antigos estádios de futebol em arenas. 
Não podemos nem chamar as arenas da FIFA em similares ou genéricos dos nossos queridos estádios, tão cheios de tradições. 
Exige a multinacional dos esportes que todos os seus eventos esportivos têm de ser realizados nas suas arquitetônicas e suntuosas arenas, com padrão de sua qualidade. 
Isso significa diminuição do número de assentos e custo das obras só para países ricos. 
Com isso perdemos a nossa memória futebolística rica em histórias apaixonantes. 
Ao ir ao Maracanã a história predileta é a do gol uruguaio contra o Brasil na decisão da Copa do Mundo de 1950, quando perdemos o título com a bola entrando na rede entre o corpo do nosso goleiro e a trave. 
E olhem que foi lá que Pelé marcou o seu milésimo gol, quando o dedicou às criancinhas. 
E o Pacaembu de goleiros inesquecíveis com o Oberdan do Palmeiras. 
Todos os estádios tiveram a sua história jogada no lixo pelos “inventores” das arenas. 
O nosso Verdão, em plena maturidade, foi destruído, levando a saudade do gol olímpico do Pelezinho do Mixto em noite inesquecível e com público superior aos jogos da Copa, na partida contra o Clube de Regatas Vasco da Gama do Rio de Janeiro. 
As arenas são palácios que após a Copa poderão ser transformados em elefantes brancos, absolutamente inúteis. 
No caso da nossa Arena Pantanal não corremos esse risco, pois mesmo sem times de futebol somos o Estado maior produtor de grãos. 
Facilmente será aproveitado como armazém para estocar alimentos para exportar para o mundo. 
Difícil acompanhar esse modernismo comercial, esquecendo a beleza do nosso passado e das nossas tradições. 
Não estamos distantes do dia em que a FIFA, com toda a sua pujança, começará a mudar os destinos do nosso planeta Terra. 

Gatão de Meia Idade - fim de semana com a filha