24 de jan de 2015

Gatão de Meia Idade - pra refrescar... ajudem a fazer o site do Miguel Paiva

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Mangueira - ensaio técnico #carnaval2015 em fotos, textos e vídeos, por Valéria del Cueto


Ensaio de fotos de Valéria del Cueto no Sambódromo, Marquês de Sapucaí, dia 18 de janeiro de 2015. O foco principal é a preparação e o desempenho da Bateria, a Primeira Ala, sob o comando de Vitor Art e Rodrigo Explosão e seus diretores, os Meninos da Mangueira.
A crônica “É pra quem pode“, de Valéria del Cueto, complementa as fotos e descreve a apresentação da verde e rosa.  Aqui, link para os vídeos no instagram da #aprimeirala
Visite carnevalerio.com e curta a página do Facebook
 https://www.facebook.com/mostracarnevalerio
@delcueto @no_rumo do #carnaval2015

Canseira, por Gabriel Novis Neves

O dólar disparou. A inflação aumentou. A violência, em todas as suas formas, está a nos preocupar. 
Os espaços da mídia são ocupados pelo terrorismo internacional, e os escândalos nacionais sempre em linha crescente. 
Ninguém está suportando tamanha carga negativa. O que resulta em um imenso cansaço mental. 
Sem motivações, a única alternativa que nos resta é a de uma parada em nossa caminhada para uma profunda reflexão sobre o futuro incerto que nos aguarda. 
O papel em branco da informação é sempre ocupado pelas velhas mazelas, parecidas com a repetição de desgraças antigas. 
Não digerimos ainda o desmonte da Petrobras, e já se anuncia o próximo escândalo de dimensões maiores no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). 
É a malversação do dinheiro público. 
Difícil um ser animal, dito racional, não se indignar com o covarde ataque a uma escola no Paquistão onde mais de uma centena de crianças foram mortas. 
“Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos”. Winston Churchill. 
A imbecilidade de atrocidades cometidas em nome da religião é um horrendo crime contra a humanidade. 
O pior é que a nossa população, diante dessa verdadeira guerra mundial, aceita com desdém, e até com certa naturalidade, essas condutas, que já foram incorporadas ao nosso dia a dia. 
Como dizia Abraham Lincoln, “no final, não são os anos da vida que contam, mas a vida que há nos anos”. 
Como sou alguém que gosta de se comunicar com os meus semelhantes, confesso a difícil tarefa de tentar, desesperadamente, falar de coisas boas para todos. 
Parece que, de bom mesmo nesse final de ano, foi só a perspectiva de rompimento do bloqueio econômico e emocional entre Cuba e Estados Unidos. 
Afinal temos algo que parece vai dar certo em algum lugar do mundo. 
Assim esperamos. 

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23 de jan de 2015

Outro ano? por Gabriel Novis Neves


Outro ano? 
A ilusão terminou no dia 31 de dezembro. Tudo continua como dantes. 
Até os festejos do emblemático último dia do ano, de acordo com o nosso calendário gregoriano, são cópias autênticas às dos anos anteriores. 
Queima de fogos com cronometragem para avaliar o Estado que mais torra dinheiro nessa noite. O recorde é comemorado, no “bom sentido”. 
Esses não conhecem a “arte de viver consigo próprio ignorando o aborrecimento”. 
Quanta irresponsabilidade social entrar um novo ano queimando fogos, sabendo que milhares de pessoas não têm o que comer e vestir, brindar e, muito menos, uma casa para morar! E muitos estão sozinhos. 
Em algumas pessoas ainda resta a esperança, o mais nobre dos sentimentos. 
Como bem nos ensina o professor Mário Sérgio Cortella, esperança é do verbo esperançar, que significa avançar. A outra é estática, a de não mudar nada, a de permanecer numa zona suposta de conforto. O pior é quando, ainda em vida, as pessoas a perde. 
Há pessoas também que, por crenças religiosas, depositam todas as suas esperanças no grande mistério de variados planos espirituais. 
As superstições povoam essas festas com procura de rituais nas praias com oferendas lançadas ao mar. 
Batuques africanos chamando nossos guias protetores. 
Branco é a cor predileta, sendo o amarelo muito lembrado pelos fãs do sucesso material. Outras cores são também lembradas, de acordo com o momento em que vivemos. 
A lista de “obrigações” a serem cumpridas é extensa, incluindo tipo de alimentos, locais das comemorações - de preferência em ambientes abertos e altos - tudo com muita alegria, seja espontânea ou química, com músicas animadas, que sempre são a de velhos carnavais. 
Nada de diferente, e falta de criatividade, que nos faça reconhecer o novo. As mesmas mazelas e misérias agravadas nos esperam. 
As últimas notícias do ano que findou prometem grandes momentos de instabilidade política e social. 
“Felizes daqueles cujo conhecimento é livre de ilusões e superstições”. Buda. 

22 de jan de 2015

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