18/04/2014

Gatão de Meia Idade - profissões que tentei


Deu no @Ancelmocom: #Cuiabá @no_rumo da #Copa2014 @JornalOGlobo


Cama e café na Copa, na coluna do Anselmo Goes, no Jornal o Globo


- Acho que vou inscrever o cafofo do Rai Reis - avisa Celito, o gaiato. - Tentei convencer a Ditinha a entrar nessa, mas ela não aceitou - lamenta o bebum mais hospitaleiro de Cuiabá.

- Qualquer coisa abrimos os salões do noGargalo para abrigar os visitantes -sugere o Bentinho já pensando nos lucros...

- Nem pensar! - corta a onda o Botequeiro. - vamos nos concentrar na alimentação. - os pastezinhos de dona Maria serão nosso carro chefe! 

Linha do horizonte, de Gabriel Novis Neves


Quando criança, na minha cidadezinha um dos cenários que mais me encantava e estimulava à fantasia, era a falsa ilusão do encontro do céu com a terra. Ficava horas olhando aquela beleza e, pensando aquilo que crianças pensam.

Fiz um juramento secreto que quando crescesse, iria caminhar até o encontro desejado da terra com o céu.

Entraria com facilidade na casa de São Pedro e conversaria com anjos, santos e arcanjos. Talvez pudesse encontrar com Deus, Jesus Cristo e o Espírito Santo.

Uma certeza tinha: jamais encontraria no céu, com o demônio.

Nessa época não tinha ainda entrado na escola pública formal. A minha educação era caseira.

Continuava observando, encantado com o que via e interpretava. Aprendi o que representava esse cenário, na escola. 

Fiquei até sabendo que possuía um nome e era uma ilusão ótica produzida pela distância. Seu nome me decepcionou: linha do horizonte.

Ensinou a escola que é uma linha imaginária que todos veem e cada qual a interpreta motivado pelos seus sentimentos. Apenas, era o máximo da distância da capacidade da visão humana em captar imagens.

O pior, quanto mais você caminha em sua direção ela mais se distancia. 

Nesse momento me arrependi de ter entrado para a escola, centro destruidor de sonhos.

Nenhuma outra explicação além dessa; é uma linha imaginária e só.

Anos depois, lendo" utopia" escrita pelo filósofo uruguaio Galeano, ele dizia que utopia era como a linha do horizonte. É uma beleza e tão difícil de encontrá-la, porém, há necessidade de sermos utópicos para conquistas até então inimagináveis para a nossa população.

Não é coisa de sonhadores, ingênuos, delirantes, mas de pensadores em criarem de fatos incompreendidos da natureza, soluções para tantos problemas nossos.

Os utópicos são vistos com desdém pelos pragmáticos e objetivos do ter.

É um misto de visionário, poeta no sentido pejorativo e sonhador, provavelmente morador no mundo da lua.

Pobres rapazes não sabem, que sem o sonho não há vida saudável.

São os utópicos que transformam sonhos em realidade.

O mundo precisa de mais utópicos e menos baderneiros.

Enfim, a linha do horizonte e a utopia servem para nos fazer caminhar descobrindo e distribuindo os nossos achados.

Caminhar é preciso.


17/04/2014

Gatão de Meia Idade - profissões que tentei


A Luz do Vencedor, Luis Carlos da Vila #nascaixas #brazilianmusic #samba

Discutir a relação, por Gabriel Novis never


Mais conhecida como “DR”. É o terror dos homens e o sonho de quase toda mulher.

Nos dias atuais, em que a mulher já se mostra bem menos reprimida que outrora, é como se ela precisasse de seu parceiro uma intimidade bem maior que aquela somente física.

Os homens, ao contrário, mais lineares e menos falantes, condicionados pela cultura machista, apenas começam a se habituar ao convívio com essa nova mulher, mais exigente nas suas demandas. 

Chegando sempre despreparados, temerosos, são surpreendidos por parceiras que já tem pronto todo um discurso muito bem preparado e fartamente discutido anteriormente com amigas.

Dessa defasagem surgem, às vezes, situações desconfortáveis para ambos.

A preparação do homem para essa nova companheira cônscia de sua posição na sociedade moderna tem sido lenta e dolorosa.

Imagino, porém, que só assim poderão surgir os verdadeiros encontros entre os sexos, já que as gerações passadas estavam habituadas a conviver num clima de muita hipocrisia e pouca intimidade. 

Isso acabava contaminando a prole, que era criada como se tudo à volta fosse um mundo de sonhos, totalmente dissociado da realidade dos sentimentos que emanavam daquele clã.

Com a percepção da distância entre os pais, esses filhos cresciam sem que ninguém se permitisse conhecimento mútuo e, portanto, num clima de pouco amor e muito falso respeito. 

Isso foi o que norteou a organização familiar durante muitos séculos.

Uma relação praticamente de amo e senhor, que transformava a prole em simples herdeiros.

No mundo moderno a “DR” veio trazer uma tentativa de um maior conhecimento de quem nos cerca, ainda que algumas vezes com consequências que exigem a saída de uma zona de conforto, aparentemente boa.

As pessoas são estimuladas a discutir os seus desencontros, as suas fraquezas, os seus desencantos, tudo visando uma relação mais verdadeira de todas as partes.

Com a fragilidade da instituição casamento difícil de ser administrada era imperioso que se tentassem novas fórmulas para uma convivência mais prazerosa e menos formal, principalmente para a mulher, até então omissa como figura.

As habilidades da chamada “rainha do lar” já não se mostram mais necessárias nesse mundo de alta tecnologia, onde certamente até os empregados domésticos já estão sendo substituídos por robôs. 

A atual rainha do lar tem uma jornada de trabalho inserida no mercado às vezes até maior que o homem, além das atividades caseiras.

Finalmente, os machos reprodutores começam a se preocupar com as fêmeas companheiras, ansiosas por trocas afetivas de melhor qualidade.